|Novembro Negro| Últimas Leituras #3

Ultimo dia da série de posts sobre o negro na literatura, aqui no blog. Gostei muito de fazer um “projeto”, pois me fez ler livros parados na estante e que eu queria muito e, mesmo não colocando em prática todas as ideias que tive, foi proveitoso e me deu vontade de fazer outros. Como eu ainda tenho livros da temática e nunca deixarei de ter, ele continuará ao longo da vida.

Nesse post falo das minhas últimas leituras (aquele jeitinho de falar preguiçosamente de uma vez só de vários livros) e das leituras em andamento que terminarão ainda essa semana.


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Saber do negro – Joel Rufino dos Santos (Editora Pallas, 2015)

Produto de uma pesquisa, este livro, em particular, discute, com uma abordagem historiográfica, o papel desempenhado pelo negro na história do Brasil. O texto procura simultaneamente fazer um levantamento do que o negro sabe, do que se sabe sobre o negro e, na confluência dessas duas vias, do que o negro sabe de si, a visão sobre si mesmo que o negro vem construindo no Brasil. O tema é desenvolvido sob três aspectos, que costumam ser considerados como as etapas da história dos negros no Brasil: a rebeldia expressa nos levantes escravos e nos quilombos, a marginalização dos ex-escravos e seus descendentes, e a luta contra o racismo configurada no movimento negro moderno. Cada capítulo é composto por um texto que apresenta o assunto de forma organizada, seguido por uma seção de notas que reúnem uma grande quantidade de referências bibliográficas e citações de estudos essenciais sobre o tema, além de alguns detalhes adicionais. Saber do negro é um roteiro estratégico para o estudo da história do negro brasileiro, o que mais me fez gostar, pois esse tanto de nota (cada nota no final do capítulo tem a mesma quantidade de páginas do capítulo) e esse vai-e-vem muitas vezes me irritou. Vale releituras constantes e lidas nos artigos e livros indicados, pois as referências são enormes.

As Doze Tribos de Hattie – Ayana Mathis (Editora Intrinseca, 2014)

Como Saber do Negro, esse era um dos livros que estavam na minha TBR de Novembro. Livro que fez parte do Clube do Livro da Oprah e que muito me chamou a atenção desde sempre. Esse livro é breve, mas bem escrito, com um entrelaçamento de narrativas. São doze capítulos, cada um narrado por alguém da família de Hattie, que dá nome ao livro. Essas doze diferentes narrativas formam a história de uma mãe e da trajetória de uma família. Ele é pesado na questão familiar e na questão histórica. Segundo a autora, em uma entrevista dada á Oprah, as 12 tribos são uma metáfora, sobre sair de uma prisão para a liberdade, o que tem a ver com a ideia da Grande Migração, um movimento no qual afro-americanos saíram do sul para o norte dos Estados Unidos, fugindo de leis que separavam negros dos brancos  na tentativa de melhorar de vida.

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•Leituras em andamento:

Terra Fértil – Jenyffer Nascimento (Editora Mjiba, 2014)

Aos 30 anos, este é o primeiro trabalho autoral de Jenyffer, que fala sobre amor, cidade, diferenças sociais e orgulho da própria origem. O livro integra o Projeto Mjiba: Espalhando Sementes e visa o fortalecimento da escrita negra e feminina e que teve inicio com o evento Mjiba em Ação e a antologia Pretextos de Mulheres Negras (que também tenho e pretendo ler em breve). Todos os poemas lidos até agora me trouxeram aquela semelhança, sabe? Aquela identificação do que está sendo questionado ali. Deve ser por isso que a gente chama a mulher, principalmente a mulher negra de irmã, porque não importa de onde e de quando, a gente sempre sabe do que ela está falando.
Porém apesar disso, acho que poesia não é a minha, entende? Não é meu tipo preferido de leitura (aquele momento que você se sente inculta).

Três Mulheres Fortes – Marie NDiaye (Cosac Naify, 2013)

Esse livro é bônus. Desculpa, mas eu não resisto a promoções da cosac e da amazon e as vezes compro meio às cegas, e dessa vez esse e outro livro da autora estavam tão baratos que eu comprei logo. Motivo: autora negra premiada. Sou fácil assim.
Esse livro narra a vida de três mulheres, cada uma em um universo distinto do outro e, dividindo o livro em um capítulo para cada, a escritora conta mais sobre as personagens Norah, Fanta e Khady. Três personagens femininas (mais um motivo para a compra). Até agora li a primeira história, da Norah, tensa, pesada, que daria fácil um livro inteiro, e metade da segunda historia que não é pela perspectiva da personagem Fanta e sim do seu ex-marido perturbado. Sério, é uma serie de devaneios que as vezes eu não consigo acompanhar tanta perturbação mental. O pior que é o maior capitulo. Mas perseveremos.


Então é isso. Pretendo ainda fazer uma recapitulação do mês de novembro por aqui que tem todo o meu orgulho ❤ Espero que tenha ajudado alguém.

Abram a mente para literatura diferente e tão boa quanto a dos best-sellers que tem divulgação em massa.

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