Tá todo mundo mal: livros para inspirar

 

Já reparei que todo mundo a minha volta está em algum tipo de crise, seja profissional, pessoal ou emocional. Principalmente jovens, por volta dos seus 20 e poucos anos.

Só eu, a diferentona-barroca, que achei que com 30 anos eu já seria a dona da p**** toda? Pois é, estou me aproximando da tal idade e parece que nada se encaminhou. Como disse um amigo meu: “Por que a vida está passando assim? Deixa eu realizar as coisas, gente. ”

Li em um texto certo dia que um dos problemas da nossa geração, a chamada geração Y, é que fomos criados para ser algo a mais e que, enquanto nossos pais trabalharam com o objetivo de ter algo concreto, nós fomos criados com liberdade o suficiente para acharmos que poderíamos ser especiais. Como se o mundo nos devesse algo.

Aí perde o emprego e fica toda abobalhada sem saber o que fazer da vida (caso real). “Caso ou compro uma bicicleta? Nossa, poderia raspar a caderneta e viver viajando. E se eu abrir meu próprio negócio? Mas o que eu sei sobre empreender? ”

Milhares de crises existenciais diárias para dormir chorando e no outro dia começar tudo de novo.

Enquanto procuro sentido para a minha vida, eu leio. E quando eu leio eu compartilho aqui. Seguem alguns livros com a missão de te estimular a criar e de te dar motivos para levantar da cama, de quebra com uma playlist só com divas para você ler rebolativa e se inspirar mais.

Os dois últimos livros que li, quer dizer, devorei:

Comprei esse livro achando que era o Pequenas Delicadezas, da Cheryl Strayed. Porque? Não sei, sou assim. Mas a experiência foi ótima e esse erro foi um acerto.

Escrito pela autora de Comer, Rezar e Amar – nunca li, o único lido dela foi O Útimo Homem do Mundo, que também fica a pergunta do motivo – o livro fala de vida criativa, mas muito do sonho de ser escritora. Porém, facilmente relacionável à vida criativa de uma forma geral, seja pintando, desenhando, fazendo artesanato. Te joga para cima mesmo.livros que inspiram grande magia elizabeth gilbert resenha.jpg

A autora vai te levando e te influenciando de uma forma bem leve, entre as próprias experiências dela com seus livros e viagens e casos com amigos. Compartilha histórias de alguns amigos escritores e famosos, além da família. O objetivo é te fazer entender que a vida criativa não deve ser baseada em um medo paralisador, que é um ato de coragem.
A partir de sua perspectiva bem positiva da vida, Elizabeth mostra como abraçar a criatividade e a curiosidade e se entregar ao que se ama: escrever, atuar, como profissão se for possível; ou apenas agregar paixão a vida cotidiana indo atrás de um sonho antigo, como patinar. O livro é bem curtinho  e fácil de ler.

Foi tão inspirador e leve, significativo mesmo, sabe?! Porque estou em um momento muito difícil de não saber se quero continuar na mesma profissão. Tão inspirador que eu precisava de mais uma dose dessa e engatei no próximo livro.

Shonda Rhimes é roteirista, cineasta e produtora de várias séries e filmes em Hollywood. Vai dizer que você não sabia quem estava por trás de Grey’s Anatomy, Scandal e Private Practice? Melhor: de How to get away with a murder?livros que inspiram year-of-yes resenha

Com tantas séries no ar e 3 filhas, obviamente ela seria gente-como-a-gente e não participaria de nada “extra” para o currículo dela: festas, coquetéis, discursos. Mas mais minha BFF que isso, só se ela cancelasse muitas dessas coisas por medo, comodismo e introspecção.

Sabe quando você não faz nada porque seu sofá é muito mais convidativo? Ou você treme só de pensar em falar em público ou aparecer? Eu sei.

Shonda começa o livro de uma forma muito engraçada, como se conversasse com o leitor mesmo. E eu já estava AMANDO. Ela começa falando de si mesma e dizendo que era uma grande mentirosa. Me deixou muito curiosa para o que vinha dali em diante.

Depois de uma conversa com a irmã, um desafio: um ano inteiro sem dizer não para nada. E o resultado não foi nada menos que transformador. Em Year of Yes (Ano do Sim, em tradução livre), Shonda nos mostra o impacto, em todas as áreas da vida, de dizer sim. Tanto positivo: se sentir mais poderosa, bonita, confiante, amada e mãe; quanto negativo: afastamento de alguns amigos e gente invejosa. No ponto negativo também entra a maternidade. Tão, mas TÃO legal o questionamento que eu ficava sem ar.

Shonda não teve medo de falar do seus problemas maternos, internos, nem dos seus problemas com a possibilidade de casamento. Sem falar que famosas que não tem medo de se assumir feminista tem todo meu amor. Falo isso porque sinto que esse medo ronda por aí, gente que não “toma partido” por medo de represálias. O exemplo mais recente é o video que a JoutJout fez com a Nataly Neri, no especial de Dias das Mulheres. Joujout sempre fala de feminismo, pois fala em muitos vídeos sobre o corpo da mulher e empoderamento, mas acredito que nunca tenha sido tão clara (falado a palavra amaldiçoada) quanto nesse vídeo. Nesse, as duas ainda falam de feminismo interseccional, o que foi isso foi inadmissível para muita gente nos comentários.

Portanto, ler isso no livro me deixou muito feliz e surpresa pelo posicionamento muito firme. Ela fala bastante da forma de criação das filhas e da participação na vida delas, que muita vezes é raro pelo tanto de compromisso que tem.

livros que inspiram year-of-yes resenha 2

“Não me chame de sortuda, me chame de fodona.”

O auto-empoderamento e a auto-estima da mulher é tão bem colocado. Ela critica o porque de nós mulheres não aceitarmos elogios por medo de acharem que estamos nos achando demais, questiona o papel da mãe e o problema que muitas mulheres, quando alcançam um alto cargo, passam: não conseguir assumir que recebe ajuda em casa na limpeza e na criação dos filhos.

Ela, claro, não poderia deixar de falar sobre os personagens que cria – muitos são até amigos imaginários – e de como ela vem normalizando a TV trazendo tantos personagens reais para os holofotes: a mulher vilã, boa, que não ter filho, lésbica; o negro que é bandido, mas também é herói, competente; gays bem sucedidos e que agem como qualquer outra pessoa. E isso, amigxs, foi o que mais tinha me chamado atenção no trabalho, depois desse livro eu só posso idolatrar esse ser. Mulher, preta e poderosa. Vamos ser amiga ❤

Uma pena MESMO é não ter nem noticia de publicação aqui no Brasil. Vou fazer uma campanha. Mas se você lê inglês, leia o livro, é uma linguagem muito simples e tranquila.


Para a minha surpresa, eu li dois livros de autoajuda consecutivamente e gostei muito. Não me lembro de ter lido outros, exceto o Vida Organizada, da Thais Godinho, que também entra nessa categoria. Depois disso fui até pesquisar outros que gostaria de ler e a lista está bem legal, vê só:

  1.  Tá todo mundo mal, da JoutJout – Lançamento de maio que deu origem ao título do post, reúne as crises e divagações da moça. Adivinha quem vai pagar a língua e ler livro de youtuber?
  2. Girlboss, da Sophia Amoruso – Autobiografia da fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares. Quem não quer saber os truques para ser rica e musa?
  3. Os livros da Jana Rosa: Como ser feliz sendo louca e Enfim, 30: sigo a Jana há um tempo nas redes sociais e me divirto, me sinto amiga. Mas nunca li os livros. Acredito que seja bem na pegada do livro da JouJout.
  4. Why not me?, da Mindy Kalling – A autora fala de sua vida pessoal e profissional também de forma humorada. Deve ser uma versão mais jovem de Shonda ❤

 


Já tentou se inspirar nos livros interativos, como Uma Pergunta por dia e Destrua esse Diário? Eles também podem ajudar!

infinitos livros por aí que podem te inspirar, vale a pesquisa para achar um que você se identifique 🙂

 Costuma ler esse tipo de livro? Me conta o que você acha.


Ah, quer mais dicas de livros? Tenho 5 dicas de livros que falam de maternidade de uma forma legal 🙂

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