7 livros sobre imigração para ler

Há umas semanas atrás, nos links da semana, linkei os premiados no Prêmio Pulitzer. Percebi que muitos vencedores se destacavam por envolver temas como imigração e terrorismo. Com isso lembrei de alguns livros que li sobre imigração e resolvi falar aqui como dicas de literatura sobre o tema.

  1. O primeiríssimo de todos é Americanah, da Chimamamnda Ngozie Adichie.51uy5jnkawl-_sx346_bo1204203200_
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    A autora nigeriana nos conta a história de dois nigerianos que se apaixonaram e precisam fugir da Nigéria, sob regime militar. Ifemelu vai para os Estados Unidos e prospera, mas Obinze não consegue entrar nos Estados Unidos depois dos ataques de 11 de Setembro e acaba indo para a Inglaterra, até que é deportado de volta para a Nigéria. Esse livro retrata como a protagonista percebe-se negra nos EUA, enquanto na Nigéria era apenas uma pessoa comum. Fala das diferenças culturais e da imposição dos padrões brancos em sua pele e em seu cabelo. Além de imigração, é muito papo de mulher para mulher marisa negra, me identifiquei com muita coisa, principalmente por ler durante a transição capilar e o enegrecimento.
    Já falei desse livro em |Novembro Negro| Representatividade importa – Negros na capa dos livros.
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  2. Em Precisamos de Novos Nomes, da NoViolet Bulawayo, cinco crianças amigas tentam PRECISAMOS_DE_NOVOS_NOMES__1408486404Bfugir de Paraíso, o aglomerado de barracos de zinco onde elas e suas famílias vivem desde que suas antigas casas foram demolidas violentamente a mando do governo. As fugas são para perto, para Budapeste, o bairro vizinho onde roubam as goiabas do quintal das casas das famílias brancas e ricas, ou ainda com as brincadeiras que criam para se distrair do cotidiano entediante sem escola nem comida: fingem procurar Bin Laden para ganhar a recompensa do governo americano; criam um jogo em que os países mais poderosos invadem os países menores. As fugas acontecem também quando sentem um misto de vergonha e empolgação ao se aglomerarem ao redor dos carros das ONGs que lhes trazem presentes e roupas inadequadas. Mas é a vida de Darling, a protagonista-narradora, que o romance acompanha. A menina de dez anos que conhecemos em suas brincadeiras no Paraíso, sonha com o dia em que morará na América. Esse dia finalmente chega e Darling terá de enfrentar o frio, a saudade de sua família e de seus amigos e a adaptação nesse país que nunca vai se tornar o seu país de fato, mas que mudará seu sotaque, moldará o olhar do mundo e a afastará, irremediavelmente, de sua terra natal.
    Já falei desse livro em aqui 🙂
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  3. Garota, Traduzida, da Jean Kwok, retrata quando Kimberly Chang e sua mãe, garota traduzida livros sobre imigraçãoemigrantes de Hong Kong, se estabelecem numa área pobre do Brooklyn, tendo assim início uma árdua dupla jornada para a menina de 11 anos. De dia, ela luta na escola contra o seu quase total desconhecimento do inglês, superando o preconceito do professor e revelando-se uma aluna determinada em aprender. À noite, ao lado da mãe, trabalha duro numa fábrica de tecidos, desafiando a incredulidade de colegas de escola, confiantes de que “trabalho infantil não existe nos Estados Unidos”.
    Dia após dia, Kimberly lida em silêncio com verdades dolorosas e uma vida de privações. Num apartamento imundo, frio e infestado de ratos, a menina encara um futuro incerto, cujo peso recai sobre seus ombros, em função da deterioração da saúde de sua mãe. Kimberly ainda nutre um amor secreto por um menino que trabalha na casa de máquinas da fábrica na qual trabalha. Sua imaginação, criatividade e capacidade de amar são suas únicas armas para encontrar algum conforto e perspectivas.
    O livro Garota, traduzida é uma história inspirada na vida da autora, que saiu muito jovem de Hong Kong para viver nos Estados Unidos, mas fala também sobre a trajetória de milhares de imigrantes, capturados entre a pressão para vencerem no Primeiro Mundo, suas obrigações para com a família e seus sonhos particulares.
    Resenha completa do livro aqui :]

Esse foram livros que li e indico a leitura. Agora são os livros que já tenho na estante e/ou quero ler em breve:

  1. Dentes Brancos, da Zadie Smith
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    dentes brancosEste livro compõe um mosaico da Inglaterra multicultural da atualidade. O romance narra a história de dois amigos que se conheceram durante a Segunda Guerra Mundial – o inglês branco Archie Jones e o bengali Samad Iqbal. O final da guerra os separa, mas eles vão se encontrar em Londres 30 anos depois, onde moram com suas respectivas esposas e filhos. Em comum, os pais têm a dificuldade em lidar com os filhos, que adentram a idade adulta nos conturbados anos 90. Os pais não sabem o que fazer da nova geração. E a nova geração não sabe o que fazer com a própria vida. (Sinopse: Skoob)

 

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  1. Aguapés, da Jhumpa Lahiri:
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    AguapésNeste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu. Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, em casa. E o que é uma casa afinal? É onde está o coração?
    Lahiri amplia o terreno de sua ficção nesta história que se passa tanto na Índia como nos Estados Unidos, com os ingredientes das tradições ocidental e oriental: a jornada de dois irmãos rumo ao desconhecido, ao risco, os conflitos de uma mulher ainda presa ao passado e o aspecto político de um país no caos de uma revolução.
    Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante.
    Exílio, retorno e destino, temas fundadores da literatura clássica, passam por reavaliação em Aguapés, em um processo de descobertas pessoais e paixões de seus personagens e da própria narrativa, que nos conta tudo com uma voz suave e comovente. (Sinopse: Skoob)
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  2. As Belas Coisas, Que é do Céu Contê-las, do Dinaw Mengestu:
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    Há 17 anos, Sepha Stephanos fugiu da as belas coisas que é do céu contê-lasrevolução etíope após testemunhar o espancamento de seu pai. Depois de vender as jóias da família e desembarcar nos Estados Unidos, ele agora é dono de um armazém em um bairro de negros em Washington. Seus únicos companheiros são dois imigrantes africanos, Joe, do Congo, e Ken, do Quênia, que dividem a frustração e a saudade de casa. Ele então percebe que sua vida se transformou em algo muito diferente do que imaginara anos atrás. À medida que sua vizinhança começa a mudar, a esperança surge na forma de duas novas vizinhas, Judith e Naomi – uma mulher branca e sua filha mestiça, que, pela primeira vez em anos, fazem com que Sepha se sinta parte de uma família. Porém, quando incidentes raciais começam a agitar a vizinhança, Sepha mais uma vez se vê prestes a perder tudo.
    Narrado de forma envolvente, As Coisas Belas Que o Céu Nos Traz é um livro que nos mostra a tristeza de perder seu lugar e a difícil construção de um espaço que pode ser chamado de lar. (Sinopse: Skoob)
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  3. Cidade Aberta, do Teju Cole:
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    A expressão “cidade aberta” pode referir-se a51nrbgieeal-_sx331_bo1204203200_ uma cidade ocupada pelo exército invasor durante uma guerra e poupada em troca de rendição. A Nova York pós-Onze de Setembro percebida por Julius, um jovem psiquiatra residente no hospital Columbia Presbyterian, carrega em si um pouco dessa atmosfera – é uma cidade de traumas não admitidos e muita solidão.
    Julius faz longas caminhadas após o trabalho, como contraponto a seus atarefados dias no hospital. Além da “evocação de liberdade”, esses passeios são o motor de suas reflexões e reminiscências, pelas quais ele relembra sua história, sua infância na Nigéria, sua condição de imigrante, e também a história da própria cidade em que vive e dos habitantes dela.
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Quais livros sobre imigração você incluiria na lista?

 

Assinatura_livrododia

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Um Comentário

  1. Val

    Que legal, Beatriz, estou com vontade de ler Americanah, tenho ouvido ótimas recomendações. Adorei seu blog, tb falo sobre livros de vez em quando, dê uma passadinha, se desejar:
    http://1pedranocaminho.wordpress.com
    Bjs

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